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CAMISA 12 Timbu
S i t e    i n f o r m a t i v o    e    i n t e r a t i v o    d o s    v e r d a d e i r o s    t o r c e d o r e s    t i m b u s ,    o r g u l h o s a m e n t e    e    i n c o n d i c i o n a l m e n t e    N á u t i c o .
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HISTÓRIA DO CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE

Aos sete de abril de mil novecentos e hum - 1901, em o primeiro andar, número um dos caes da Companhia Pernambucana, por convite do Sr. João Victor da Cruz Alfarra, compareceram com o mesmo e mais, os Srs. Antônio Dias Ferreira, Esmeraldo Gusmão Wanderley. A Ommundsen, Osvaldo de Gusmão, Cláudio Brotherood, Piragibe Haghissé, Arnulfo de Barros Lins e Silva, Francisco Joaquim Ferreira, João Vieira de Magalhães e Francisco Leandro Rocha.
Sendo aclamado Presidente da reunião o sr. Antônio Dias Ferreira assumiu a cadeira e declarou aberta a sessão, nomeando para 1º Secretário o sr. Piragibe Haghissé e para 2º dito o sr. Francisco Joaquim Ferreira e para Tesoureiro o sr. João Vierira de Magalhães.
O sr. João Alfarra pedindo a palavra expoz o motivo da presente reunião o qual é de fundação de uma sociedade para diversões náuticas com a denominação de Clube Náutico Capibaribe - Como a idéia foi por todos aprovada, pelo que o mesmo sr. Alfarra apresentou mais as seguintes propostas: Que todos os sócios admitidos até o dia da instalação definitiva do Clube, fossem considerados instaladores. Que a joia de cada um será da quantia de dez mil reis 10.000 e a mensalidade de três mil reis 3.000. Que o pavilhão da sociedade será uma bandeira de três panos, o superior e inferior encarnados e o do centro branco com as letras CNC, inicias do Clube em pano azul e também para distintivo das embarcaçãoes do Clube e dos sócios, e que será usado na prôa das mesmas, um jeck-encarnado com um círculo branco no centro do qual terá em azul uma âncora e as iniciais do clube, que todos os presentes se obrigassem a angariar o maior número de sócios para apresentá-los na próxima sessão, sendo os mesmos considerados instaladores.

Em seguida o sr. Presidente nomeou uma comissão composta dos Srs. Alfarra, Ommundsen, Osvaldo, Ferreira e Piragibe, para confeccionar os respectivos estatutos, devendo apresentá-lo na próxima sessão. O sr. Alfarra usando a palavra, agradeceu aos presentes terem aceitado o seu convite comparecendo à presente reunião. O Sr. Presidente declarando fundado o "Clube Náutico Capibaribe" marcou para o dia 14 do corrente para se proceder a eleição da diretoria definitiva. E nada mais havendo a tratar a sessão e eu Piragibe Haghissé 1º Secretário lavrei a presente ata que será assinada depois de aprovada.








O Futebol

Apesar de a data oficial de fundação ser a de 7 de abril de 1901, já falava-se em Clube Náutico Capibaribe desde o século anterior, quando dois grupos rivais de remadores recifenses se uniram. Desde 1897, quando o remo ganhou expressão na cidade do Recife, com várias competições ao longo do Rio Capibaribe, havia um movimento para criação do clube náutico. O Náutico chegou a mudar de nome para Recreio Fluvial, mas não agradou a todos e voltou a ser chamado Clube Náutico Capibaribe. No início de tudo, em 1897, um grupo de rapazes amantes do remo, comandados por João Victor da Cruz Alfarra, alugava barcos da antiga Lingüeta, saindo em pequenas excursões até a antiga Casa de Banhos do Pina. Essas viagens alcançavam até o bairro de Apipucos. Quando, após terminada a revolta dos Canudos, os recifenses preparavam-se para receber as tropas pernambucanas comandadas pelo general Artur Costa, uma vasta programação foi preparada para a recepção aos soldados. João Alfarra e alguns dos seus companheiros de proeza, pelo Capibaribe, foram encarregados de preparar a parte náutica da recepção, ficando marcada uma grande regata para o dia 21 de novembro de 1897. Essa competição despertou o interesse dos recifenses, que sentiram a necessidade de fazer outras promoções do gênero. O remo começou a ganhar novos adeptos e, no ano seguinte, empregados dos armazéns das ruas Duque de Caxias e Rangel formaram uma agremiação, à qual deram o nome de Clube dos Pimpões. Os componentes do outro grupo, o que tinha brilhado na regata da recepção às tropas de Canudos animaram-se e houve uma série de combates entre as duas turmas, em 1898, na Casa de Banhos. No final de 1898 ficou acordada a fundação de uma outra sociedade que congregaria os dois grupos antes mencionados e que, por proposta de João Alfarra, foi denominada Clube Náutico Capibaribe. O futebol só apareceu no clube a partir de 1905. Só no ano seguinte um grupo de ingleses formou o primeiro time. Suas atividades, entretanto, limitavam-se aos domingos, quando no campo de Santana ou na campina do Derby. Antes, não havia por parte do pessoal do Náutico, o menor interesse pelo jogo. O novo esporte só foi aceito para que não houvesse brigas internas.

No jornal Pequeno de 12 de maio de 1909 encontramos a primeira referência ao futebol do Náutico no comentário a seguir transcrito: "Consta-nos que os rapazes do Náutico tratam de formar um eleven para bater-se com os do Sport Club" Ainda com referência aos primeiros passos do Náutico no futebol destacamos a seguinte matéria publicada no JORNAL PEQUENO de 21 de junho de 1909:
"Houve ontem no magnífico ground do Derby o primeiro match-training dos estimados rapazes do Club Náutico. Às 5 horas da manhã lá estavam já todos os moços que deviam tomar parte no jogo, alegres e prontos para entrar em combate. Foram logo designados os lugares dos jogadores que tomaram lugar no match-training e dado início ao jogo. Pertencem a este team os arrojados foot-ballers: R. Maunsell, Hermann Ledebour, João Drayer e Artur Ludgren. Os ensaios terminaram pouco depois das 8 horas da manhã, deixando a melhor impressão ao sr. R. Maunsell instructor dos moços. Serviu referee o senhor Hermann Ledebour. Damos parabéns aos rapazes do Náutico pelo bonito começo no foot-ball".

Ficha do jogo:
Goleiro King, Lat. Direito Avila, Zag. Central Smith, Quarto Zagueiro Ivatt, Lat. Esquerdo Cook, Cabeça de Área Ramage, Meia Direita H. Grant, Meia Esquerda Thomas, Ponta Direita Américo Silva, Centro Avante Maunsell, Ponta Esquerda João Maia


Em 1914, foi criada a Liga Recifense de Futebol, mas o Náutico não fez parte da mesma. Os seus jogadores procuraram ingressar nos outros clubes que haviam se filiado. O João de Barros, posteriormente América, foi o que mais ganhou com a evasão dos jogadores do Náutico. Admitir o profissionalismo foi um problema. Mas, em 1915 os clubes perceberam a necessidade de criar uma nova entidade para orientar o futebol da cidade. Dessa maneira, foi fundada a Liga Sportiva Pernambucana, a que o Náutico finalmente se filiou. Com seu ingresso, os jogadores voltaram. Mas, parte dos integrantes do clube não apoiavam a participação nestas competições, o que dificultava muito o trabalho do clube para profissionalizar o esporte, tanto que ainda nos anos 20 o Náutico ainda se insurgia contra a atitude "mercenária" de jogar por dinheiro, coisa que os outros clubes já faziam e, com isso, já computavam seus títulos e rendas.

Mas o 1º Título chegou. Foi em 1934 que o Náutico pôde levantar a taça pela primeira vez de campeão pernambucano. Era a época em que brilhava a linha de frente alvirrubra, com os célebres irmãos Carvalheira (Zezé, Artur e Fernando).

Neste ano (1934) o Náutico adotou o TIMBU como seu mascote. Num jogo contra o América no dia 19 de agosto no campo da Jaqueira.
O resultado desse jogo interessava ao Sport, pois, um empate ou derrota do Náutico o deixaria na liderança.
No dia do jogo, o que se viu foi a torcida esmeraldina recheada de rubro-negros, torcendo contra o Náutico. Ao término do primeiro tempo, o placar apontava 1x1. Chovia bastante, e como as vestiárias não ofereciam condições, o técnico do Náutico preferiu reunir seus jogadores no centro do gramado e dar as instruções alí mesmo. Um dos dirigentes alvirrubro, preocupado com a chuva e com o frio que estava fazendo, entrou em campo com uma garrafa de cinzano e pediu para que cada jogador tomasse um gole da bebida.
Isso foi o suficiente para começar a surgir do meio das torcidas adversárias, gritos de "timbu! timbu! timbu!" numa provocação aos jogadores do Náutico, principalmente, quando esses faziam uma jogada errada. Porém, o time não se intimidou e ao final estampava Náutico 3x1 América. Ao deixarem o campo, os jogadores foram a forra, gozando com a torcida do Sport. Eles gritavam "timbu 3x1, timbu 3x1..." Daí para frente, o Náutico resolveu adotar o timbu como mascote do time e no primeiro carnaval, após a conquista do campeonato, organizou um maracatu com o nome Timbu Coroado.
Nosso Mascote é o "Didelphis albiventer" vulgo Timbu, um MARSUPIAL (mamíferos que possuem bolsa - marsúpio - circundando as tetas no abdômen, o que os coloca como parente distante dos cangurus). São arborícolas, de hábitos noturnos e diurnos. Sua nutrição é onívora, alimentando-se de insetos, pequenos roedores, aves, frutos, lagartos. Possue cauda semi-preênsil e focinho longo e nu.





Voltando ao futebol, nosso segundo título veio em 1939, o terceiro em 1945 (quando a sensação era o centro-avante Tará) e o quarto em 1950, tornando-se o "Campeão do Ano Santo", como assim a Igreja Católica denominava aquele ano. No ano seguinte, o Náutico festejaria meio século e já constituía então uma potência do futebol nacional.
No ano do Cinqüentenário - 1951 -, mais um título o que consumou seu primeiro bi-campeonato. Mas o que os Alvi-Rubros não contavam era com a campanha invicta do campeonato de 1952 e consequentemente o tri.

Em 1954 o Náutico conquista mais um título e em 1960 encerra a década com chave de ouro, Campeão indiscutível mais uma vez.

Mas foi em 1963 que o Clúbe Náutico Capibaribe iniciou sua gloriosa e inédita série de conquistas do campeonato estadual.
O Time foi campeão em 1963, bi em 1964, tri em 1965, tetra em 1966, penta em 1967 e HÉXA em 1968. Este feito fez com que apenas os torcedores Alvirubros tivessem o prazer de gritar HEXA-CAMPEÃO... E, desde que seu arqui-rivais Santa Cruz e Sport tiveram a chance de igualar o feito em 1974 e 2001 respectivamente e o Náutico mais uma vez "pôs água no chopp deles" sendo campeão nas duas ocasiões, a torcida grita: HEXA é LUXO!





Último jogo do Hexa-Campeonato

A data de 21 julho de 1968 nunca sairá da memória alvirrubra: ela marca a conquista do sempre desejado e festejado Hexacampeonato, privilégio do Clube Náutico Capibaribe que os adversários, por mais esforços que tenham feito, nos últimos 37 anos nunca conseguiram igualar. Era um típico domingo recifense, de sol e praia, mas com grande expectativa e muito nervosismo. O Náutico, dono de um tetra e um pentacampeonato inéditos em campos pernambucanos, encontrava-se a uma simples vitória de um recorde ainda maior: o sexto campeonato consecutivo, o Hexa. Ninguém conseguia deter a trajetória vitoriosa do Náutico mas, de qualquer forma naquela tarde, o Sport mais uma vez iria tentar.

O campeonato de 1968 teve três turnos. O Náutico, num jogo extra contra o Sport, levantou o primeiro; o segundo, ganhou disparado. O Sport conseguiu conquistar o terceiro e, com isso, forçou a realização de uma série melhor de três que apontaria o campeão do ano. O Primeiro jogo foi no dia 10 de julho, nos Aflitos. Não foi fácil, mas o Náutico venceu por 1x0, gol de pênalti, marcado por Ramos, atacante, era um dos cinco jogadores que o Náutico descobrira na Venezuela depois que disputou a Taça Libertadores da América, por ter sido Vice-Campeão Brasileiro de futebol no ano anterior. A segunda partida foi na Ilha do Retiro. O Sport estava mesmo disposto a atrapalhar os planos alvirrubros do Hexa: ganhou por 3x2, os dois gols do Náutico assinalados por Nino e Ivan.
Veio a terceira partida, decisiva. A negra. Cada um com uma vitória, quem ganhasse levaria o título, importantíssimo para ambos: ganhando o Sport, iria para a Ilha do Retiro a glória de mais título e a felicidade sádica de impedir mais um recorde do Náutico. Para o Náutico, ser hexacampeão seria algo fenomenal, um título dificilmente possível de ser igualado por qualquer adversário por um bom período de tempo.
E a bola rolou finalmente. Havia muita emoção e muito nervosismo. A tensão se multiplicava a cada minuto. O Náutico atacava, o Sport respondia. O Náutico jogava em casa, e o Eládio de Barros, indicado por sorteio, era um estádio suportado e super lotado.
Acaba o 1º tempo e nada de gol. Concluem-se os 90 minutos regulamentares e, ainda assim, ninguém consegue acertar a rede. E lá vem a prorrogação, mais meia hora de jogo, seriam 120 minutos no total. Duas horas. O Nervosismo se espalha no gramado, Valdeci e Zezinho do Sport são expulsos. O juíz, Erílson Gouveia, sentiu uma distensão muscular e não pôde continuar apitando. Armindo Tavares, um dos bandeirinhas, tomou o seu lugar.

Com a palavra o grande alvirrubro Lucído José de Oliveira, grande biógrafo do Náutico, autor de "O Náutico a Bola e as Lembranças": "...o gol maravilhoso que decidiu o campeonato veio aos 2 minutos do segundo tempo da prorrogação precisamente depois de 107 minutos de jogo corrido. Dizê-lo indescritível seria repetir comodamente um lugar comum, utilizando um artifício de retórica para registrar um fato histórico da maior importância na vida do Clube Náutico Capibaribe. Muitos anos depois, pelo contrário, continua sendo fácil fazer-lhe a descrição.

...um ataque do jogava-se tudo ou nada naquela hora é desfeito pela segurança de Toinho. A bola é esticada a Ede, que se encontrava recuado, ainda no campo defensivo do Náutico, pelo lado das gerais, bem próximo ao "Balança mas não cai", antigas cabines de rádio do velho estádio dos Aflitos.

Num pique sensacional, Ede estava com todo gás, tinha acabado de entrar na batalha, substituindo Jardel, que se esgotara na dura tarefa de defender e atacar. O ponteiro deixa os defensores rubro-negros para trás e, ao lado da área executa o centro rasteiro a bola, um pouco enviesado. A bola vai encontrar Ramos, correndo a frente para o gol, pelo outro lado, na posição de meia-direita. O chute sai de primeira, igualmente rasteiro, violento, colocado, a bola entrando pertinho do poste lateral esquerdo de Miltão, goleiro do Sport. Era o gol, o delírio, a festa. O Hexa era uma realidade, por mais que parecesse sonho".



Após isto fomos campeões em mais 4 ocasiões até chegar ao ano do centenário.





O Campeonato do Centenário

Para um clube que se preparava para comemorar 100 anos de fundação, a situação não era das melhores. No começo do ano de 2001, o Náutico parecia à beira do caos: há onze anos não conquistava um título, as dívidas eram muitas e o dinheiro pouco, e no elenco havia apenas cinco jogadores. O Presidente Fred Oliveira havia renunciado e o clube se via ameaçado de mergulhar em uma crise político-administrativa. Não bastasse tudo isto, pairava naquela angustiante perspectiva de o arqui-rival Sport, então pentacampeão, igualar o lendário Hexa que só o Náutico possue.

De repente, tudo mudou quando o Vice-Presidente, o deputado André Campos, assumiu a presidência e começou a botar ordem na casa. Cinco meses depois, a torcida alvirrubra explodia, celebrando o título de Campeão do Centenário e tirando a possibilidade do Sport de igualar o nosso, e tão somente nosso, título de Hexa-Campeão.

O novo presidente logo que tomou posse delegou poderes as pessoas que o rodeavam (experientes ou não) deixando claro suas idéias. Logo de início foi criado um colegiado, integrado por célebres Alvi-Rubros, que ficou encarregado de montar um time de boa qualidade e trazer um técnico capaz de armar um bom time, eficiente e competitivo, embora sem grandes estrelas pois não poderiam contar com altos gastos.

O técnico escolhido foi Júlio Espinosa e jogadores até então desconhecidos como Kuki e Rafael foram anunciados após várias viagens e busca de informações por parte do colegiado. Além disso foi feito um trabalho de concientização junto aos atletas a cerca da importância do título que estava sendo disputado. Entre os integrantes do colegiado firmou-se um "pacto" segundo o qual sempre haveria no mínimo um diretor presente a cada treino ou viagem, para que os jogadores não se sentissem abandonados como aconteceu tantas vezes, no passado.
Aos poucos o clube foi conseguindo mais reforço de caixa; cota do televisionamento do Campeonato do Nordeste, campanhas como a do Futebol Solidário do Campeonato Pernambucano e a iniciativa, de alguns torcedores alvirrubros abastados, em levantar mais recursos para ajudar o clube surtiram efeito; e logo foi possível contratar os ex-rubro-negros Sangaletti, Walace e Lima (o que significava uma provocação ao Sport, e um estímulo aos jogadores que saíram do time com resentimentos). Além deles vieram jogadores como Marcelo Passos (ex-Santista), Thiago Tubarão e Alberto (Palmeiras).

Apesar de iniciar o ano com uma boa campanha no Pernambucano e no Campeonato do Nordeste logo veio um grande tropeço. Invicto durante toda a primeira fase do Nordestão, o Náutico caiu jogando em casa, em partida única, diante do Sport por 0x1. Desta forma, após outros tropeços no Campeonato Pernambucano a situação do técnico Júlio Espinosa foi se complicando até que ficou insustentável.
Para o lugar dele veio o até então pouco conhecido Muricy Ramalho, um discípulo de Tele Santana, que manteve a base montada por seu antecessor. "O futebol é simples, não tem muito o que inventar", explicarva Muricy, responsável por uma sequência de nove jogos sem derrotas e, por fim, a conquista de um turno que parecia perdido depois que o rival Santa Cruz chegou a somar sete pontos de vantagem sobre o Náutico.

Jogando para a frente e com a motivação da torcida alvi-rubra já começava a aparecer o título que há 11 anos não era comemorado. Nem mesmo o segundo turno vencido pelo Santa Cruz ou a tal maldição "nadar, nadar e morrer na praia" tirou o ânimo do Náutico, que venceu os dois jogos decisivos e deu a volta olímpica em pleno Estádio do Arruda. E assim o Náutico entrava no seu segundo século de vida cheio de força e ânimo para prosseguir seu caminho de glórias e de sucesso.

Hoje, cada coração alvirrubro carrega o suave peso de uma paixão que já dura um século. Paixão lotada de lembranças: do pequeno grupo de rapazes que se reunia para remar no rio Capibaribe, de cada jogo que gerou o hexacampeonato pernambucano, dos chutes de Bita, da primeira camisa alvirrubra que ganhou do pai, daquela sensacional vitória de virada, das prévias carnavalescas do Baile Vermelho e Branco, do passo em frevo rasgado atrás do Timbu Coroado, das farras pós-jogo junto à galera da Timbucana, dos gols de Kuki, Bizú, ou Baiano, dos irmãos Carvalheira ou a geração dos anos 40,50, 60 ou ainda do primeiro time a conquistar o título de campeão estadual: Epaminondas, Lula e Victor (goleiros); Oswaldo Salsa, Salsinha e Guimarães (zagueiros); Taurino, Édson, Rafael, Portela, Pereira, Periquito e Hélio (médios); Zezé, Artur, Fernando, Estácio, João Manuel, Lula II e Moreno. Seja na sede da Avenida Conselheiro Rosa e Silva, seja em casa, em outro estado ou país, a torcida timbu reverencia sua instituição. Cada torcedor "centenário" estará usando seu "manto sagrado" vermelho e branco por onde quer que ande, mostrando orgulho por ter história. Uma história repleta de emoções que vem desde 1901 e não tem hora para acabar.







CAMPEONATOS

Títulos Conquistados


Dentre os principais títulos conquistados pelo Clube Náutico Capibaribe, estão os 21 estaduais, além do vice-campeonato brasileiro de 67.

Confira relação completa de todos os títulos:

 • 21 vezes campeão pernambucano:
1934, 1939, 1945, 1950, 1951, 1952, 1954, 1960, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1974, 1984, 1985, 1989, 2001, 2002 e 2004

 • 14 vezes campeão do Torneio Início:
1933, 1942, 1944, 1949, 1952, 1953, 1962, 1963, 1964, 1965, 1975, 1978, 1979 e 1980

 • Tricampeão do Norte:
1965, 1966 e 1967

 • Vice-campeão brasileiro:
1967

 • Vice-campeão brasileiro da Segunda Divisão:
1988 e 2011

 • Torneio da Paz:
1943 (Santa, América, Great Western e Flamengo-PE)

 • Torneio dos Campeões do Norte:
1952 (América-RN, Tuna, Ceará, Treze, CRB, Confiança e Ipiranga-BA)

 • Torneio Municipal:
1952 (Sport, Santa, América e Auto Esporte)

 • Torneio Centenário de Campina Grande:
1964 (Confiança, Olaria e Fortaleza + Outros Times em outros Grupos)

 • Torneio Pentagonal dos Campeões do Norte:
1966 (Bahia, Fortaleza, Sport e Ceará)

 • Taça Eraldo Gueiros:
1972 (Sport, Santa, Central, América e Ferroviário)

 • Torneio Governador Cortez Pereira:
1975 (Santa, Bahia, América-RN e ABC)

 • Torneio Reabertura do Arruda:
1982 (Sport, Santa e Central)

 • Torneio Jaime Cisneiros:
1990 (Sport e Santa)

 • Copa Finta:
1996 (CRB)




FEITOS

* Hexacampeão pernambucano (63/68)

* Três vezes campeão invícto (52, 64 e 67)


PIONEIRISMO

* Primeiro Clube Pernambucano a fazer uma partida contra equipe do exterior (29/01/37)

* Primeiro Clube Pernambucano a jogar no exterior (1950)

* Primeiro Clube Pernambucano a jogar na Europa (1953)

* Primeiro Clube Pernambucano a jogar no Maracanã (1965)

* Primeiro Clube Pernambucano a disputar o título de campeão nacional (1967)
   Acabou como vice-campeão da Taça Brasil de 1967, jogando no Maracanã contra o Palmeiras-SP que acabou vencendo uma disputa histórica por 2 a 0.

* Primeiro Clube Pernambucano a disputar o Torneio Robertão (1968)

* Primeiro Clube Pernambucano a disputar Taça Libertadores das Américas (1968)




CURIOSIDADES

* Baiano foi o jogador que mais marcou gols numa mesma temporada. Em 1982 fez 52 gols, sendo 40 deles pelo Campeonato Pernambucano, quando foi Chuteira de Ouro do Brasil.

* Tará é o jogador que mais fez gols em uma única partida jogando pelo clube, foram 09 gols em 1945 pelo Campeonato Pernambucano, na vitória por 21 a 3 contra o extinto Flamengo-PE.

* O volante Lourival foi quem mais atuou com a camisa alvirrubra tendo participado de 385 jogos. Em segundo vem o zagueiro Lula, com 369 participações e em terceiro Kuki, com 363 participações.

* O lateral-direito Gena foi quem conquistou mais título com a camisa do Náutico. Participou dos seis títulos do hexacampeonato, sendo que nos dois primeiros atuou apenas poucos jogos.

* Nivaldo anotou o gol mais rápido dos Campeonatos Brasileiros em 1989. Aos oito segundos ele marcou o primeiro gol timbu na vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG.

* O Náutico ficou 15 jogos sem tomar gols, entre agosto e outubro de 74.

* O goleiro Neneca detém recorde mundial de 1.636 minutos sem levar gols, entre agosto e novembro de 74.

* O time ficou 42 jogos oficiais invicto, com 35 vitórias e sete empates, entre agosto de 74 e maio de 75.

* Náutico é dono da maior goleada em finais de Campeonatos Pernambucanos. Em 66 foi campeão vencendo o Sport por 5x1, na terceira partida da melhor de três.




ARTILHEIROS

* 1º Bita - 223 gols

* 2º Fernando Cavalheira - 185 gols

* 3º Kuki - 184 gols

* 4º Baiano - 181 gols

* 5º Ivson - 118 gols

* 6º Bizu - 114 gols

* 7º Ivanildo Cunha - 112 gols

* 8º Nino - 107 gols

* 9º Geraldo José - 101 gols

* 10º Nivaldo - 95 gols

* 11º Jorge Mendonça - 95 gols







E S T A T U T O

ESTATUTO DO CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE


CAPÍTULO I


DENOMINAÇÃO, DURAÇÃO, SEDE, E FINS.

Art.1º- O Clube Náutico Capibaribe, neste estatuto denominado Náutico, cujas atividades tiveram início em 21 de novembro de 1897, sob a denominação de Recreio Fluvial, é uma sociedade pública, sem fins lucrativos, fundados definitivamente em 7 de Abril de 1901, por prazo indeterminado, com personalidade jurídica da de seus sócios, sediada à avenida Conselheiro Rosa e Silva, n.º 1.086, bairro dos Aflitos, do Recife, Estado de Pernambuco, onde tem foro.

Art.2º- O Náutico tem por promover, com a participação do seu corpo social:

 I-A prática de esportes em geral, visando o desenvolvimento físico, o espírito de disciplina e a cooperação nas relações humanas;

 II-Reuniões e diversões de caráter recreativo, artístico e cultural;

 III-A defesa das tradições e do patrimônio esportivo, artístico e cultural de Pernambuco, como parte importante e integrante da imensa e diversificada nação brasileira.

Art.3º- O Náutico manterá atividades profissionais de Prática desportiva podendo, para tanto, consoante permite a legislação em vigor, construir sociedade comercial usando a própria imagem sem o comprometimento de seus bens patrimoniais.


CAPÍTULO II


CORES, UNIFORMES E DISTINTIVOS

Art.4º- As cores do Náutico são vermelho e branco.

Art.5º- O pavilhão do Náutico é constituído pelas cores dispostas em onze linhas horizontais, sendo as extremas vermelhas, tendo no ângulo superior esquerdo um retângulo em fundo branco com dois remos vermelhos cruzados, contendo no ângulo superior uma bola, no oposto à letra N e nos demais a letra C, conforme desenho técnico oficial do referido símbolo.

 §1º- Os demais símbolos - distintivos, uniformes de competição e outros - obedecerão aos padrões atualizados e aprovados pelo Conselho Deliberativo.

 §2º- Poderão constar propagandas comerciais nos uniformes de competição do Náutico, em conformidade com as especificações vigentes do órgão regulamentar competente, com prévia aprovação do Conselho Deliberativo.


CAPÍTULO III


QUADRO SOCIAL

Art.6º- O quadro social do Náutico é composto pelas seguintes categorias de sócios:

 I- patrimoniais - são os sócios adquirentes de títulos desta categoria, isentos do pagamento de jóias e contribuições mensais, obedecidas às condições estabelecidas pelo Conselho Deliberativo.

 II- Contribuintes - são os sócios admitidos nesta categoria, mediante pagamento de jóia e contribuições estabelecidas pelo Conselho Deliberativo.

  Parágrafo Único - O Conselho Deliberativo. Por proposta do presidente da Diretoria Executiva, poderá criar novas categorias de sócios.

Art.7º- Os direitos, deveres, penalidades e normas disciplinadoras das relações entre o Náutico, os sócios e seus dependentes, serão estabelecidos no Regimento Interno.

Art.8º- Os sócios patrimoniais e contribuintes estão passíveis das penalidades de censura, suspensão e exclusão, aplicadas pelo Presidente da Diretoria Executiva, assegurando-se os direitos de defesa e de recurso, conforme previsto no Regime Interno.

Art.9º- Os recursos, contra penas de suspensão por prazo superior a 30(trinta dias) ou de exclusão, terão efeito suspensivo e serão apreciados pelo Conselho Deliberativo.


CAPÍTULO IV


PODERES DO NÁUTICO

Art.10º- São poderes do Náutico:

 I-a Assembléia Geral;

 II- o Conselho Deliberativo;

 III-a Diretoria Executiva;

 IV- o Conselho Fiscal


SEÇÃO I


ASSEMBLEIA GERAL

Art.11º- A Assembléia Geral, convoca em caráter ordinário ou extraordinário, é constituída pela reunião dos sócios maiores de dezoito anos, associados há pelo menos 1(um) ano e no gozo dos seus direitos sociais, residindo o poder supremo do Náutico.

 §1º- Assembléia Geral será convocada pelo Presidente do Conselho Deliberativo, pelo Presidente da Diretoria Executiva ou por um terço dos membros do Conselho Deliberativo.

 §2º- A convocação da Assembléia Geral será feita por edital com divulgação interna e publicação em 1(um) jornal de grande circulação de Recife, com 15(quinze) dias de antecedência da sua realização.

Art.12º- A Assembléia Geral se iniciara, em primeira convocação, com um mínimo de 200(duzentos) sócios que tenham assinado o livro de presença, e, em segunda convocação, 1(uma) hora após fixada para a primeira, com numero de sócios presentes.

 § 1º- Verificada a presença do numero legal de sócios, o presidente do Conselho Deliberativo, procederá a leitura do aviso de convocação, após o que solicitara aos associados à aclamação de 1(um) dos sócios presentes para dirigir os trabalhos.

 § 2º- O sócio aclamado convidara 2(dois) associados para a mesa de trabalho, como secretario, dando cumprimento à ordem do dia.

 § 3º- Em nenhum caso poderão ser aclamado como Presidente da Assembléia sócios que tenham interesse pessoal em matéria na pauta.

Art.13º- A Assembléia Geral Ordinária reunir-se-á na primeira quinzena do mês de dezembro para eleger os membros do Conselho Deliberativo e seus suplentes para mandatos quadrienais, vedado o voto por procuração.

 § 1º- As chapas concorrentes, sob denominações diferenciadas, admitidas candidaturas avulsas, conterão os nomes dos sócios candidatos, bem como dos indicados para compor a mesa diretora do Conselho, composta de presidente, vice-presidente, primeiro secretario e segundo secretário.

 § 2º- Alista de sócios habilitados a votar será divulgada pelo presidente da Diretoria Executiva, mediante afixação nos quadros de aviso do Náutico, com antecedência de 30(trinta) dias da data do pleito.

 § 3º- Tanto o registro das chapas quanto o das candidaturas avulsas deverão ser feitas, mediante requerimento escrito dirigido ao Presidente do Conselho Deliberativo, com antecedência mínima de 20(vinte) dias da data da eleição.

 § 4º- As chapas e as candidaturas avulsas serão divulgadas pela presidência do Conselho Deliberativo nos quadros de avisos do Náutico.

 § 5º- Os sócios manifestarão um voto numa das chapas e outro numa das candidaturas avulsas.

 § 6º- Em caso de empate, será proclamada vencedora a chapa cuja composição seja interligada por candidato a presidente com matricula de sócio mais antiga, aplicando idêntico critério às candidaturas avulsas.

 § 7º- As eleições serão organizadas e coordenadas por uma mesa diretora composta por 05(cinco) conselheiros para este fim pelo Conselho Deliberativo, na sessão ordinária do mês de outubro do ano em ocorrer a Assembléia Geral.

Art. 14º - As Assembléias Gerais decidirão unicamente sobre os assuntos para os quais tenham sido convocados, sendo suas decisões tomadas por maioria simples de voto dos presentes.


SEÇÃO II


CONSELHO DELIBERATIVO

Art. 15º - O Conselho Deliberativo é composto por 300 (trezentos) conselheiros efetivos e 270 (duzentos e setenta) suplentes, com mandato de 4 (quatro) anos, permitida a reeleição.

Art. 16º - As vagas dos conselheiros e dos respectivos suplentes serão preenchidas da seguinte forma:

 I - 270 (duzentos e setenta) conselheiros e 270 (duzentos e setenta) suplentes sessão eleitos pela Assembléia Geral, sendo 50% (cinqüenta por cento) dentre os candidatos constantes das chapas concorrentes e 50% (cinqüenta por cento) dentre os candidatos avulsos:

 II - 30 (trinta) conselheiros serão pelo próprio Conselho Deliberativo, na primeira reunião ordinária após a posse, dentre alvirrubros que prestem ou tenham prestado relevantes serviços a Pernambuco e ao País.

  Parágrafo Único - Os candidatos de que trata inciso I deverão ser sócios do Náutico há pelo menos um ano e em dia com suas contribuições há no mínimo seis meses da data do pleito.

Art.17º - O conselheiro poderá se licenciar por doze meses, renovável por igual período.

Art.18º - Perdera o mandato o conselheiro com três contribuições consecutivas em atraso ou ainda que falte a três sessões consecutivas ou cinco alternativas dentro do mesmo ano.

Art. 19º - Os direitos, deveres e atribuições dos membros do Conselho Deliberativo serão disciplinados pelos Regime Interno.

Art.20º - As deliberações do Conselho Deliberativo serão pela maioria simples dos conselheiros presentes.

  Parágrafo Único- As alterações deste Estatuto, a destituição do Presidente da Diretoria Executiva e o comprometimento patrimonial do Náutico em garantia reais nas operações de que trata a alínea f, do inicio VII, do Art.22, exigirão o quorum qualificado da maioria absoluta dos Conselheiros.

Art.21º - O Conselho Deliberativo se reunira mensalmente em caráter ordinário, em data previamente estabelecida.

  Parágrafo Único- As reuniões extraordinárias serão precedidas de edital, por convocação do Presidente do Conselho, do Presidente da Diretoria Executiva, de um quadro dos seus componentes ou pelo Conselho Fiscal.

Art. 22º - São atribuições do Conselho Deliberativo, alem das já previstas neste Estatuto e de outras fixadas no Regimento Interno:

 I- convocar a Assembléia Geral;

 II- eleger e empossar os seus Presidente, vice- Presidente, primeiro e segundo secretários;

 III- eleger e empossar o presidente e o vice- presidente da Diretoria Executiva;

 IV- eleger os membros do Conselho Fiscal;

 V- conferir a comenda Grande Alvi- rubro na forma prevista no Regimento Interno;

 VI- aprovar a proposta orçamentária, as demonstrações financeiras e o plano anual de trabalho, encaminhados pelo Presidente da Diretoria Executiva;

 VII- aprovar mediante proposta do presidente da Diretoria Executiva;

  a) o Regimento Interno do Náutico;
  b) a indicação do Diretor Geral do Centro de treinamento;
  c) a filiação ou desfiliação do Náutico de entidades desportivas;
  d) a realização de obras de construção ou de reforma da sede social, das dependências esportivas ou de outros bens do Náutico;
  e) a construção da sociedade comercial de que trata o art. 3º;
  f) as operações de credito, a alienação e a oneração de bens imóveis pertencentes ao Náutico, nesta última compreendidos hipotecas, locações e arrendamentos ou contratos que comprometam ou possam comprometer o seu patrimônio imobiliário, vedado o procedimento AD REFERENDUM;

 VIII - aplicar penalidades aos conselheiros, bem como aos sócios, nos casos que não sejam da competência originaria da Diretoria Executiva;

 IX- apurar denuncias contra o Presidente, Vice- Presidente, ou qualquer membro da Diretoria Executiva , por violação às normas estatutárias, podendo aplicar pena de destituição dos respectivos cargos;

 X- fixar o valor das contribuições devidas pelos conselheiros, eleitos na forma do artigo 16, inciso I, vedadas as hipóteses de isenção ou de fixação de valores simbólicos
  Parágrafo Único- São nulas de pleito direito, não gerando obrigações ou ônus para o Náutico, as operações descritas na alínea f, do inciso VII, deste artigo, quando não autorizadas pelo Conselho Deliberativo.

Art.23º- O conselho Deliberativo por proposição de qualquer de seus membros poderá solicitar informações ao Presidente e demais integrantes da Diretoria Executiva relativas a assuntos de suas competências estatutárias ou regimentais.


SEÇÃO III


DIRETORIA EXECUTIVA

Art. 24º - A administração e a representação do Náutico é exercida pelo Presidente da Diretoria Executiva, eleito pelo Conselho Deliberativo, em reunião instituída unicamente para este fim.

 § 1º- A eleição do Presidente da Diretoria Executiva importara a do Vice- Presidente com ele registrado, observando -se as regras disciplinadas no Regimento Interno

 § 2º- Somente poderão se candidatar para cargos de que trata este artigo, o sócio do Náutico há pelo menos dois anos e em dia com suas contribuições há no mínimo um ano da data do pleito.

Art. 25º - O mandato do Presidente e do Vice-Presidente da Diretoria Executiva é de 2(dois) anos e terá início no primeiro dia útil de janeiro do ano seguinte ao da eleição.

Art. 26º - O Conselho Deliberativo, por decisão da maioria absoluta dos seus membros, poderá destituir o Presidente da Diretoria Executiva após o primeiro ano do mandato.

 §1º- A deliberação de que trata o CAPUT somente será tomada na reunião ordinária do Conselho Deliberativo do mês de janeiro subseqüente ao da posse do Presidente da Diretoria Executiva.

 § 2º- Fica convidado o mandato do Presidente da Diretoria Executiva na hipótese de não ser tomada à deliberação de que trata o CAPUT.

Art.27º - Os cargos e funções integrantes da Diretoria Executiva, exceto o de Diretor Geral do Centro de Treinamento, são de livre nomeação e exoneração do Presidente.

Art. 28º - O Vice- Presidente da Diretoria Executiva substituirá o Presidente nos casos de impedimento e licenças, sucedendo-lhe no caso de vaga.

 §1º- Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Diretoria Executiva, far-se-à nova eleição no prazo de 60(sessenta) dias após aberta a ultima vaga, salvo se a vacância ocorrer no ultimo semestre do mandato.

 §2º- Em caso de impedimento conjunto do Presidente e do Vice- Presidente da Diretoria Executiva, ou de vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados o Presidente do Conselho Deliberativo.

Art. 29º - São atribuições do presidente da Diretoria Executiva, alem das já previstas neste Estatuto e de outras fixadas no Regimento Interno:

 I- a representação ativa e passiva do Náutico, inclusive em juízo e perante as entidades desportivas às quais o Clube seja filiado;

 II- a elaboração do Regime Interno e de suas alterações, encaminhando-os ao Conselho Deliberativo para aprovação;

 III- estabelecer a estrutura organizacional da Diretoria Executiva.

 § 1º- O presidente poderá delegar a representação do Náutico junto às entidades desportivas das quais o clube seja filiado.

 § 2º- A ordenação de despesas poderá ser delegada a 2 (dois) membros da Diretoria Executiva especificamente designados, que atuarão em conjunto.

 § 3º- O Conselho Deliberativo devera ser informado pelo Presidente da Diretoria Executiva das cessões, transferências e empréstimos de atletas profissionais ou semi-profissionais, assim como das rescisões dos seus contratos ou de qualquer outro empregado do Náutico, no prazo de 15 (quinze) dias após concluídas as operações, indicando os ônus decorrentes e a forma como o clube ira saldá-los.

Art. 30º - Sem prejuízo do disposto no artigo 26, o Presidente e Vice- Presidente da Diretoria são passíveis de destituição pelas violações às normas deste Estatuto.

 § 1º- O procedimento de destituição do Presidente ou de Vice- Presidente se inicia com a apresentação de denuncia ao presidente do Conselho Deliberativo.

 § 2º- O Presidente do Conselho Deliberativo constituíra uma comissão formada por três conselheiros para apurar a denúncia, indicando dentre os quais o relator que presidirá o feito.

 § 3º- Será assegurado ao denunciado o direito de defesa escrita no prazo de vinte dias, a contar da notificação, prorrogável justificadamente por igual período, devendo a denuncia ser apurada no prazo máximo de 60 (sessenta dias).

 § 4º- A iniciativa da denuncia cabe a qualquer conselheiro, ao Conselho Fiscal ou a sócio há mais de 1 (um) ano, que se encontre em dia com suas obrigações há pelo menos seis meses, sendo liminarmente rejeitadas imputações desacompanhadas de qualquer elemento de provas.

Art. 31º - O centro de treinamento do Náutico integra a estrutura da Diretoria Executiva, cabendo- lhe desenvolver os projetos e atividades inerentes à formação e à preparação dos atletas, e será administrado pelo Diretor Geral, cujo termino de mandato devera coincidir com o do Presidente da Diretoria Executiva.

 § 1º- O centro de treinamento é dotado de autonomia administrativa e financeira, sendo -lhe assegurado o produto de 10% (dez por cento) das contribuições obrigatórias dos conselheiros.

 § 2º- Bimestralmente, o centro de treinamento divulgara balancete contábil para conhecimento dos sócios e apreciação do Conselho Deliberativo, ouvido o Conselho Fiscal

 § 3º- Aplica-se ao diretor do centro de treinamento o disposto no artigo26.

 § 4º- O regimento interno definira as atribuições do diretor geral do centro de treinamento.


SEÇÃO IV


CONSELHO FISCAL

Art. 32º - O conselho Fiscal, constituído para um mandato de 2 (dois) anos, é composto por 3(três) membros efetivos e igual numero de suplentes, de livre escolha do conselho deliberativo dentre seus pares.

Art. 33º - O conselho Fiscal exerce a fiscalização contábil, financeira e patrimonial do Náutico com atribuições de:

 I- elege seu presidente e organizar seus trabalhos da forma, prevista no regimento interno;

 II- examinar e emitir parecer sobre os balancetes contábeis mensais;

 III- examinar e emitir pareceres relativos à proposta orçamentária e às demonstrações financeiras;

 IV- denunciar ao conselho deliberativo a respeito de irregularidades na execução orçamentária, financeira e patrimonial e patrimonial do Náutico;

 V- assessorar o conselho deliberativo, na elaboração de requerimento de informações à diretoria executiva;

 VI- examinar e emitir parecer a respeito das contas do centro de treinamento.

Art. 34º - O conselho Fiscal será dissolvido com a renuncia de três dos seus membros ou pelo conselho deliberativo nas hipóteses previstas no regimento interno.

  Parágrafo Único- No prazo de ate trinta dias contados do ato da dissolução será formado novo conselho Fiscal para conclusão do mandato.


CAPITULO V


ORÇAMENTO DEMONSTARÇÕES FINANCEIRAS

Art. 35º - O exercício financeiro coincidira com o ano civil o qual serão elaboradas as demonstrações financeiras, consistentes no balanço financeiro, nos relatórios gerências e no relatório da divida, elaboradas pelo Presidente da diretoria executiva e encaminhadas ao conselho deliberativo até o dia 28 de fevereiro do ano subseqüente.

Art. 36º - O orçamento compreendera todas as receitas e despesas previstas para o exercício financeiro, inclusive aquelas decorrentes de atividades profissionais de pratica desportiva.

Art. 37º - A proposta orçamentária, acompanha de exposição de motivos da previsão das receitas e despesas, bem como plano anual de trabalho, serão elaborados pelo presidente da diretoria da diretoria executiva e encaminhada ao conselho deliberativo ate o dia 15 de outubro de cada ano.

Parágrafo Único- O conselho deliberativo se reunira na primeira semana de novembro para aprovação do orçamento do exercício subseqüente.

Art. 38º - O presidente da diretoria executiva enviara quadrimestralmente ao conselho deliberativo o balanço financeiro, os relatórios gerências e o relatório da dívida

 § 1º- O balanço financeiro correspondera ao fluxo de caixa do respectivo período, evidenciando o saldo inicial, as receitas auferidas, as despesas incorridas e o saldo para o período seguinte.

 § 2º- Os relatórios gerências evidenciarão as ações da diretoria executiva nas áreas administrativa, financeira e patrimonial do Náutico.

 § 3º- O relatório da divida compreendera a divida trabalhista, previdenciária, fiscal e com fornecedores, evidenciando os valores atualizados, a projeção de pagamentos para o semestre seguinte, as inscrições e amortizações do semestre anterior.

Art.39º - As receitas e despesas do Náutico serão classificadas conforme o plano de contas definido no regimento interno.


CAPÍTULO VI


DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS

Art. 40- A assembléia Geral extraordinária, que tratar da extinção, cisão, fusão ou incorporação do Náutico, será convocada para este fim especifico por 1/5 (um quinto) dos sócios há pelo menos dois anos e em dia com suas contribuições, devendo a deliberação ser tomada mediante a aprovação por 2/3 (dois terços) dos presentes, em votação aberta e nominal.

Art. 41º- Deliberação a extinção do Náutico, a assembléia geral extraordinária devera nomear 3 (três) liquidantes e o conselho fiscal que funcionarão durante o período da liquidação, decidindo ainda sobre a destinação do remanescente do ativo, após ultimar as pendências existentes e pagar as obrigações passivas.

Art. 42º - A partir da vigência do presente estatuto, não mais serão admitidos sócios nas categorias de grande Benemérito, Benemérito, Emérito e Aspirante, sujeitando-se os atuais titulares e dependente às disposições previstas no estatuto anterior.

 § 1º- Dentre os direitos resguardados aos sócios Grande Beneméritos e Emérito, inclui-se o de integrarem o conselho deliberativo, como membros natos, caso não se candidatem ou não sejam eleitos na forma prevista neste Estatuto.

 § 2º- É da competência privativa do conselho deliberativo a aplicação de penalidades aos sócios das categorias em extinção previstas neste artigo, adotando-se o procedimento previsto para apuração de responsabilidades dos conselheiros.

Art. 43º - são os atuais conselheiros do Náutico, para os fins de direito, os sócios relacionados em lista anexa a este estatuto, mantidos os seus atuais mandatos assim como os da mesa do conselho deliberativo e do presidente e vice presidente da diretoria executiva

Art.44º - O primeiro mandato do diretor geral do centro de treinamento terá inicio em 01 (um) de fevereiro de 2002, permanecendo ate esta data os atuais dirigentes.

Art. 45º - O presidente da Diretoria executiva elaborara o regimento do clube Náutico Capibaribe no prazo de 3 (três) meses, a contar da data de vigência deste estatuto, submetendo-o à aprovação do conselho deliberativo.

 § 1º- O conselho deliberativo elaborara o regime interno do clube Náutico Capibaribe, caso o presidente da diretoria executiva não proceda conforme determinado no Caput do artigo.

 § 2º- A interpretação deste estatuto, nos casos dúbios ou omissos, é privativa do conselho.

Art. 46º - Este estatuto entrara em vigor em primeiro de janeiro de 2001 e será registrado no cartório de títulos e documentos da comarca de Recife, onde atualmente se encontram registrados os atos constitutivos do Náutico.

Art. 47º - São revogadas as disposições em contrário.




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